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O Circuito "O" em Torres del Paine

O Circuito “O” em Torres del Paine

|   15, fev 2016

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Fizemos o Circuito “O” em Torres del Paine e sobrevivemos pra contar. Mesmo não sendo a nossa primeira vez em Torres del Paine, nosso nível de encantamento continua absurdamente alto, isso se não aumentou. É uma beleza tão grande e tão selvagem, que é impossível não se apaixonar por este lugar. Já tínhamos feito o Circuito W em 2011 e fizemos o Circuito “O” porque acreditávamos que seria a melhor opção para experienciar toda a grandiosidade do parque, incluindo a vista do Campo Hielo Sur como ponto alto da viagem. E foi mesmo. Depois de caminhar 122 km, subindo e descendo montanhas, só tenho uma coisa a dizer: valeu cada metro caminhado. Seja pela sensação de eu sou foda conquista, pelas paisagens espetaculares ou pequenos e grandes aprendizados, todo o esforço valeu a pena. Mais uma vez constatamos que quando se está fazendo uma trilha na natureza, não só aqui mas em qualquer lugar do mundo, você tem que estar presente. Não há tempo pra ficar gastando energia com coisas que não importam ou simplesmente não valem a pena. Quando se caminha na natureza, conforme seu grau de entrega, você se sente parte de tudo e é incrível esta sensação, indescritível mesmo.

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Torres del Paine é um dos parques mais austrais e selvagens do mundo. Parece que estamos no meio do nada, só parece. Lá se encontra de tudo: beleza, amizade, ensinamentos, magia, surpresas e principalmente muita vida. Além de vales, montanhas e rios que são a expressão da própria vivacidade, o parque ainda abriga parte do Campo de Gelo Patagônico Sul, o Hielo Sur, que corresponde a terceira maior massa de gelo do mundo, e a maior com acesso terrestre, com seus 16 800 km², ficando atrás apenas da Antártida e Groenlândia.

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Não vou dizer que fazer essa trilha é pra qualquer um, mas é pra qualquer um disposto a se preparar fisicamente e planejar muito bem a rota a ser seguida, sempre deixando espaço para os perrengues imprevistos, claro. Somando esses cuidados com uma boa atitude mental (leia-se disposição e bom humor), o alimento pro seu espírito aventureiro está garantido. Passamos por todas as formações paisagísticas possíveis, com sua flora e fauna associada. O clima, como sempre, é praticamente imprevisível. A cada vertente encontramos um céu diferente. Os lendários ventos patagônicos dessa vez até que foram bondosos com a gente, ainda sim, marcaram presença pelas trilhas. Foram 9 dias intensos, lindos e inesquecíveis.

Nas próximas semanas vamos relatar o trajeto que fizemos, saindo da Portaria Laguna Amarga e deixando o mirante na base das Torres pro último dia, com direito a nascer do Sol nas Torres e tudo mais. Desde a preparação até os detalhes das trilhas e acampamentos, vamos contar tudo. Vem com a gente!

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Descubra como se preparar para o Circuito “O” em Torres del Paine

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Como é ficar nos refúgios da Vértice Patagônia em Torres del Paine

O CIrcuito “W”


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  • Comentário

    1. Enilson Silvestre

      Opa, esse assunto me interessa, pretendo fazer esse circuito e quanto mais informações eu puder colher mais posso me preparar para os imprevistos.
      Vou ficar aguardando os relatos…

      abraços

      • Que bom Enilson, obrigada por comentar. Caso tenha alguma pergunta específica, deixa aqui pra gente nos comentários ou manda e-mail que a gente responde nos posts. A sua dúvida pode ser a de muita gente! 😉

    2. Enilson Silvestre

      Olá Adriana, obrigado por se prontificar a responder. Li seus dois posts sobre a sua viagem e o conteúdo dos seus relatos são detalhados e esclarecedores. Talvez você ainda vá comendar sobre isso nos próximos posts mas algumas coisas que eu gostaria de saber seriam as seguintes:
      – nos refúgios (ou quais) permitem usar a cozinha para cozinhar a nossa própria comida.
      – qual local você recomendaria para ficar um dia ou mais acampando (acho que seria Refúgio e Camping Dickson).
      – em todos os trechos do circuito ha água de beber abundante ou é necessário se preparar em alguns?
      – as pessoas tem uma preferencia por fazer a trilha no sentido anti-horário (pelas razões que você tão bem justificou) e iniciar a caminhada na trilha apos a ponte da portaria Laguna Amarga mas vi que tem uma trilha que sai do hotel las torres que se junta a primeira antes do camping Serom, esse caminho me deixou curioso e tentado, você sabe algo a respeito?

      • Olá Enilson, respondendo às suas questões:
        – Na verdade, dentro dos refúgios em si não é possível cozinhar, estes possuem cozinha/restaurante pra quem vai consumir a comida feita por eles. Pra cozinhar sua própria comida você deve usar as cozinhas dos campings, que geralmente possuem mesa e pia. Isso nos pagos, pois nos gratuitos não são bem cozinhas, são apenas uma cobertura bem precária com umas tábuas, alguns melhores outros piores, mas que no fim das contas atendem às necessidades dos trilheiros, já que não se pode cozinhar fora dessas áreas por risco de incêndio.
        -Imagino que seja pra descansar… e isso vai depender de onde você começar a trilha. Se você fizer no sentido anti-horário, o Dickson vai ser o segundo dia, então não vejo necessidade de dar uma pausa, a não que você aproveitar aquele lugar maravilhoso por mais tempo! No mais, o Paine grande e o Los Cuernos são lugares bem agradáveis e com estrutura pra ficar mais tempo. Estude seu roteiro e escolha um lugar pra dar uma pausa de acordo seu nível de cansaço, seja antes de um dia que vai ser puxado ou logo depois de um dia assim, acho que vale a pena.
        -Na verdade é o mesmo caminho que fizemos, a diferença é se você vai fazer a pé ou se vai pegar o ônibus, pois você tem que passar na portaria do parque pra fazer seu registro de entrada de qualquer jeito. Nós entramos pela portaria Laguna Amarga e pegamos o ônibus até o Las Torres pra economizar esses 7km, pois não tem atrativos pelo caminho, daí sim seguimos até o Serón 😉
        Abraços!

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