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A imensidão branca do Salar de Uyuni

A imensidão branca do Salar de Uyuni

|   15, abr 2014

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Antes de chegar na brancura imaculada do Salar de Uyuni, tomamos muita poeira na cara.
Se valeu a pena? Totalmente.
Acontece que fizemos o caminho que começa em San Pedro do Atacama no Chile e segue em direção ao Sudoeste da Bolívia, cruzando o Deserto de Siloli. Essa região, o Altiplano Andino, é uma das mais desoladas e menos conhecidas do planeta. A mais de 4 mil metros de altitude, testemunhamos toda a beleza que a natureza pode mostrar. Desertos imensos, rochas nos formatos mais curiosos esculpidas pelo vento, montanhas multicoloridas e lagunas com azuis emocionantes são só alguns detalhes.

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Sem dúvida trata-se de um dos lugares mais bonitos do mundo. O tour que fizemos dura 3 dias e começa parando na Laguna Branca, que na verdade tem uma água tão translúcida que reflete as montanhas em volta e não dá pra saber onde começa e termina a paisagem.

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As distâncias aqui são muito grandes, então prepare-se pra sacolejar horas e horas na estrada. Garanto que você não vai se incomodar, pois o que vemos da janelinha parece uma pintura, e das mais especiais, pois é assinada pela própria Pachamama.
Já dentro da Reserva de Fauna Andina Eduardo Avaroa, visitamos a Laguna Verde, aos pés do vulcão Licancabur, uma das “coisas” mais bonitas que já vimos na vida. As imagens transmitem uma ideia da beleza, mas a emoção não sai na foto!

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A terceira parada foi pra tomar banho de águas termais. Uma espécie de “piscina vulcânica” com temperatura acima dos 32º, uma delícia, não ‘podia’ ser mais relaxante. Na parte da tarde passamos pelos gêiseres Sol de la Mañana. Um lugar totalmente inóspito a quase 5 mil metros de altitude. Cheiro de enxofre, fumaça e água quente brotando da terra. Surreal botar os pés ali.

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Para terminar o dia, caminhamos até o mirante da Laguna Colorada. Um enorme lago vermelho devido às colônias de algas e repleto de flamingos. Parecia um documentário da Discovery de tão sensacional a paisagem. Na volta para o alojamento, uma tempestade de areia e ventos cortantes de doer a alma. Cada passo era uma dificuldade enorme, mas cada um valeu a pena, te garanto. E como a natureza é muito generosa, nos presenteou com um céu inesquecivelmente estrelado aquela noite.

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No 2o dia de travessia no Altiplano tomamos ainda mais poeira na cara, já estava acostumada a essa altura. A primeira parada foi na Arbol de Piedra, uma rocha enorme em forma de árvore, claro! Além dessa, tem várias outras rochas com formatos peculiares, tudo desenhado através do tempo pelo vento frio que não para de soprar nem por um minuto.

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Sorria, você está no magnífico Deserto de Dali.

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Rodamos mais um pouco e paramos nas montanhas multicoloridas, mais uma obra de arte natural. Durante toda a manhã passamos por várias lagunas altiplânicas com todas as nuances possíveis. Essas lagunas são de águas tóxicas e cristalinas, ambiente no qual raras espécies conseguem se adaptar, a verdadeira natureza selvagem.

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Paramos para almoçar num povoado no meio do deserto onde serviram comida típica. Não tive coragem de experimentar a carne de lhama e fiquei no macarrão com salada mesmo. O resto do dia foi mais poeira na cara até chegarmos em Uyuni. Aqui tivemos um momento de “mochilão ostentação”! Ficamos num hostel com banheiro privado e água bem quentinha (o alojamento da Reserva era um quartão coletivo e não tinha chuveiro).

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No 3o dia, antes do Salar, visitamos um museu de sal, onde tudo é feito de sal mesmo! Seguimos em frente e aos poucos a paisagem super árida e marrom foi ficando branca. Por ser época de chuva, uma lâmina de água cobria o chão. Em pouco tempo estávamos “mergulhados” numa imensidão branca, paisagem difícil de explicar, parecia outro mundo.

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O senso de direção vai a zero. Uma brancura tão espetacularmente infinita que nem parece o planeta Terra. Na faculdade descobri que o Salar de Uyuni é utilizado pra calibração radiométrica de satélites (a grosso modo, trata-se de um processo semelhante ao balanço do branco numa câmera de vídeo). Me senti, mais uma vez, fazendo jus à frase: “Viajar é aprender Geografia em um mapa 1 x 1”. Mesmo com todo o perrengue de comer poeira e outras coisinhas, esse sem dúvida é um dos lugares mais fantásticos {e diferentes} que já vimos. Não tô exagerando, é muito bonito mesmo. Vai lá e me diz.

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Dicas e observações importantes

  • A melhor época para ir é a partir do outono e durante todo o inverno no nosso continente. Na época de chuvas {nosso verão} a paisagem também é linda e ganha um toque especial com lâmina de água sobre o Salar, porém alguns atrativos não podem ser visitados, como a Isla del Pescado, aquela dos cactos gigantes milenares.
  • Use roupas práticas e prepare-se pra enfrentar grande amplitude térmica entre o dia e a noite. Mesmo no verão, as noites são muito frias {muito mesmo!} e exigem agasalhos, gorros, luvas e etc.
  • Hidrate-se muito bem e leve protetor solar, assim como lenços umedecidos, você vai precisar.
  • Recomendamos que leve um dinheirinho a parte para lanchinhos e água, são horas e horas dentro do carro e os valores são bem mais baixos se comparados com San Pedro do Atacama.
  • Fique atento à sua documentação {passaporte e formulário de imigração} e guarde o ingresso do Parque caso vá fazer o passeio com retorno.
  • Use óculos de sol e mantenha a bateria ou as pilhas da sua câmera fotográfica carregadas, é impossível resistir a um milhão de cliques por segundo!

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  • Comentário

    1. Agustina

      Olá, gostaria de saber se todo esse trajeto mencionado no texto pode ser feito de onibus?
      Parabéns pelo site!

      • Olá Agustina, acredito que não, apenas os tours em vans e 4×4 mesmo. Obrigada!

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